Mais de um homem morre por dia em Santa Catarina vítima do câncer de próstata, conforme o Instituto Nacional do Câncer (Inca). A maioria , no entanto, insiste em ignorar a doença. O Jornal do Almoço deste sábado (20) alertou para a importância de prevenir e tratar o problema.
Uma pesquisa em andamento em Florianópolis avaliará a importância da atividade física na vida dos pacientes diagnosticados com câncer de próstata.
O vice-presidente da Sociedade Brasileira de Urologia em Santa Catarina disse que a maioria dos pacientes buscam ajuda influenciado pelas mulheres.
“No consultório, a gente percebe que as esposas marcam as consultas, acompanham os homens, porque eles, às vezes, são um pouco relapsos com a saúde”, destacou Luis Felipe Piovesan.

Prevenção

Segundo o médico, a doença tem evolução lenta e não apresenta sintomas. Após os 50 anos, os homens devem procurar o médico e fazer exames. Quem tem histórico da doença na família precisa ter acompanhamento médico desde os 45. Se tiver vários parentes com o problema, o ideal é monitorar desde os 40.

“Quando o paciente apresenta algum tipo de sintoma relacionado ao câncer de próstata, a probabilidade de estar em um estágio avançado aumenta muito”, enfatizou Piovesan.

A atividade física é fundamental no tratamento da doença, pois um dos sintomas é a falta de resistência, perda da força e problemas urinários. Uma pesquisa da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) vai avaliar o quanto a atividade física pode melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Para isso, serão oferecidas aulas gratuitas de circuito funcional em academia.

Segundo o especialista, os números da doença podem aumentar em 2016. Isso porque 60% dos homens não fazem exame de próstata, apesar desse tipo de câncer ser a segunda doença de maior incidência entre os homens, atrás apenas do câncer de pele, conforme dados da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU).

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